Uma sala limpa para a indústria farmacêutica é um ambiente controlado projetado para proteger o medicamento, o processo e as pessoas contra riscos de contaminação. Sua concepção deve considerar o tipo de produto fabricado, as etapas do processo, o nível de proteção necessário, os fluxos de pessoas e materiais, o tratamento do ar, os acabamentos construtivos, a limpeza, o monitoramento e a qualificação.
Não existe um único modelo de sala limpa farmacêutica. Áreas destinadas a medicamentos estéreis, produtos não estéreis, insumos, pesagem, amostragem, envase, embalagem ou apoio podem exigir configurações diferentes.
A SD Divisórias atua no fornecimento e na montagem de soluções construtivas para ambientes farmacêuticos, incluindo divisórias, painéis, forros, portas, visores, Pass Through, rodapés e acabamentos técnicos, conforme o projeto e o escopo contratado.
Os requisitos devem partir do produto e do processo. Antes de definir painéis, portas ou equipamentos, é necessário compreender quais riscos precisam ser controlados e quais condições devem ser mantidas durante a operação.
| Tema | O que deve ser avaliado |
|---|---|
| Produto e processo | Tipo de medicamento, forma farmacêutica, etapas abertas ou fechadas, esterilidade, toxicidade e sensibilidade à contaminação. |
| Classificação e grau | Classe ISO, grau farmacêutico, estado de ocupação e condições de monitoramento. |
| Fluxos | Entrada e saída de pessoas, matérias-primas, embalagens, produto, resíduos e equipamentos. |
| Pressão e ar | Cascata de pressão, direção do fluxo de ar, renovação, filtragem, temperatura, umidade e recuperação. |
| Superfícies | Lavabilidade, resistência química, baixa emissão de partículas, vedação, ausência de frestas e facilidade de manutenção. |
| Operação | Paramentação, limpeza, desinfecção, manutenção, monitoramento ambiental, treinamento e controle de mudanças. |
Em operações farmacêuticas, especialmente na fabricação estéril, a sala limpa deve ser entendida como parte de uma estratégia de controle de contaminação. Essa estratégia reúne medidas de projeto, equipamentos, utilidades, pessoas, materiais, limpeza, desinfecção, monitoramento e gerenciamento de riscos.
O objetivo não é depender de uma única barreira, mas combinar diferentes controles para prevenir, detectar e reduzir riscos ao produto.
A ISO 14644-1 classifica a limpeza do ar pela concentração de partículas em suspensão. Já a fabricação de medicamentos estéreis utiliza também os graus farmacêuticos A, B, C e D, associados às operações e aos riscos do processo.
| Grau | Aplicação típica em fabricação estéril |
|---|---|
| Grau A | Zona crítica de alto risco, como operações assépticas com produto ou componentes estéreis expostos. |
| Grau B | Ambiente de fundo para determinadas operações assépticas de grau A, conforme o processo e a tecnologia utilizada. |
| Grau C | Etapas menos críticas da fabricação estéril ou atividades de preparação previstas pelo processo. |
| Grau D | Áreas de apoio ou etapas iniciais de preparação, conforme a avaliação de risco e os requisitos do produto. |
A classificação necessária deve ser definida pelo responsável técnico, considerando o processo, o registro do produto, a estratégia de controle de contaminação e a regulamentação vigente.
As referências aplicáveis variam conforme o produto e o processo. No Brasil, as principais normas gerais e complementares incluem:
Estabelece as diretrizes gerais de Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos.
Consultar referência oficialDispõe sobre as Boas Práticas de Fabricação complementares para medicamentos estéreis.
Consultar relação oficial da AnvisaEstabelece requisitos complementares para atividades de qualificação e validação na fabricação de medicamentos.
Consultar referência oficialReferência internacional para fabricação de medicamentos estéreis, incluindo estratégia de controle de contaminação, projeto, monitoramento e tecnologias de barreira.
Consultar documento oficial| Referência | Aplicação principal |
|---|---|
| ISO 14644-1 | Classificação da limpeza do ar pela concentração de partículas. |
| ISO 14644-2 | Plano de monitoramento para demonstrar o desempenho contínuo relacionado a partículas. |
| ISO 14644-3 | Métodos de ensaio para salas limpas e zonas limpas. |
| ISO 14644-4 | Requisitos, projeto, construção e partida de salas limpas novas, reformadas ou modificadas. |
| ISO 14644-5:2025 | Programa de controle operacional, incluindo pessoal, entrada de materiais, limpeza, manutenção e monitoramento. |
Importante: as normas e regulamentações podem ser atualizadas. A versão vigente e sua aplicação devem ser confirmadas pelo responsável técnico e junto à autoridade sanitária competente.
O sistema construtivo deve oferecer superfícies compatíveis com limpeza e desinfecção, reduzir frestas e pontos de acúmulo, permitir vedação adequada e facilitar intervenções de manutenção.
As paredes modulares podem utilizar painéis com revestimentos e núcleos definidos conforme desempenho, resistência, higienização, reação ao fogo e condições de uso.
Conheça as divisórias para sala limpa.
O forro deve ser compatibilizado com luminárias, grelhas, difusores, filtros, sprinklers, detectores e demais instalações, mantendo acabamento e vedação adequados.
Veja as opções de forro para sala limpa.
As portas devem ser dimensionadas conforme o fluxo de operadores, materiais e equipamentos. Podem receber visores, sinalização e intertravamento quando o processo exigir controle de abertura.
Consulte as portas para sala limpa.
O Pass Through auxilia na transferência de materiais sem a circulação de pessoas entre os ambientes. Sua configuração deve considerar dimensões, classificação, pressão, procedimento, intertravamento e necessidade de sistema passivo ou dinâmico.
Entenda o que é Pass Through.
Rodapés sanitários, cantos arredondados, perfis de acabamento e selagens perimetrais ajudam a reduzir frestas e facilitam os procedimentos de limpeza.
O sistema HVAC deve ser definido com base no processo e nos requisitos da área. Podem ser considerados filtragem, vazão, renovação, recirculação, exaustão, temperatura, umidade, diferenciais de pressão, recuperação e direção do fluxo de ar.
A pressão positiva pode ser utilizada para proteger uma área contra a entrada de contaminantes. A pressão negativa pode ser necessária para contenção. A escolha depende do produto, dos riscos e da estratégia de controle de contaminação.
Atenção: o fornecimento e a montagem dos componentes construtivos não significam, automaticamente, que climatização, automação, balanceamento, testes ou certificação estejam incluídos no mesmo escopo.
O layout deve reduzir cruzamentos inadequados e organizar as etapas de entrada, processamento e saída. Conforme o projeto, podem ser previstos:
Conheça o serviço de montagem de sala limpa da SD Divisórias.
A construção concluída não significa que a sala esteja automaticamente liberada para produção. O ambiente e seus sistemas precisam ser verificados de acordo com os requisitos definidos.
Dependendo do projeto, podem ser previstos:
Os testes e a certificação devem ser executados por profissionais ou empresas com competência, instrumentos e documentação adequados ao escopo.
Medicamentos estéreis exigem controles mais rigorosos porque o produto deve permanecer protegido contra contaminação microbiológica, particulada e outras fontes de risco durante etapas críticas.
Medicamentos não estéreis também podem exigir ambientes controlados para proteger matérias-primas, produto, operadores ou processos. A classificação e a configuração devem ser determinadas conforme o risco e as características da fabricação.
Portanto, não é correto copiar automaticamente o padrão de uma instalação estéril para qualquer processo farmacêutico, nem reduzir controles sem uma avaliação técnica documentada.
A necessidade depende do produto, da etapa do processo, do risco de contaminação, da regulamentação e das condições previstas no registro e no sistema da qualidade.
Não. O grau necessário depende da operação. Grau A é destinado a zonas críticas específicas da fabricação estéril. Outras etapas podem utilizar graus B, C, D ou ambientes controlados com requisitos diferentes.
A escolha depende de limpeza, desinfecção, resistência química, impacto, umidade, reação ao fogo, manutenção e requisitos do projeto. O revestimento e o núcleo do painel devem ser avaliados separadamente.
A montagem dos elementos construtivos e a certificação são etapas diferentes. Testes, balanceamento, qualificação e certificação devem ser definidos no escopo do projeto e podem ser executados por empresas especializadas.
Sim. A viabilidade deve considerar a condição dos painéis, forros, portas, vedações, HVAC, utilidades, layout e os novos requisitos do processo. A reforma deve ser planejada para controlar riscos e interferências.
Envie as informações do projeto para que a equipe da SD Divisórias possa realizar uma avaliação inicial da necessidade construtiva.
Informe a cidade, o processo, as dimensões, a classificação conhecida e encaminhe planta, desenhos ou fotografias quando disponíveis.
Projeto, fabricação e montagem de salas limpas, divisórias, forros, portas e Pass Through para indústrias, laboratórios e hospitais.